Fatores de Risco do Diabetes

Fatores de risco da diabetes merecem toda a nossa atenção. Para quem está com sobrepeso, o emagrecimento não é apenas questão de estética. É a solução para um grave distúrbio do organismo que não raro conduz à Diabetes do Tipo II e todas as suas terríveis complicações.

Apesar disso, a maioria das pessoas – notadamente as mais jovens – buscam alternativas de como emagrecer não porque estejam preocupados com a saúde, mas sim, porque querem ficar mais bonitos e elegantes.

Mesmo aqueles que estão com o IMC – Índice de Massa Corporal – já perigosamente avançando para o estágio da obesidade, pensam em emagrecimento por questões estéticas. Dificilmente elas têm consciência dos fatores de risco da diabetes a que estão expostos.

Se você é uma dessas pessoas, saiba que esse pensamento reflete uma falta de conhecimento sobre as consequências da Diabetes do tipo II, e principalmente, como ela vai se instalando em sua vida.

Diabetes do tipo II – você tem opção

Existem dois tipos de Diabetes, mas só vamos falar aqui da Mellitus, tipo II, porque é a que está diretamente relacionada aos hábitos de vida não saudáveis. E também a que pode ser evitada por você, seja cuidando para não ganhar sobrepeso, ou, se for o caso, com dieta para emagrecer e exercícios físicos.

Estudos publicados na última década mostram que a educação pode prevenir este tipo de Diabetes, justamente porque ela não é uma doença hereditária. Também não se “pega” Diabetes. Ela não surge do nada. Com raríssimas exceções (como um dos casos que você vai ver no vídeo abaixo), a doença só dá as caras após anos e anos de descuido com a alimentação e estilo de vida sedentário.

Por isso, normalmente acomete pessoas com mais de 40 anos. Como emagrecer nessa idade é mais difícil, a tendência é fazer vistas grossas ao problema.

Como a Diabetes se instala

Hábitos alimentares são formados ainda na infância. Crianças que têm uma base alimentar composta de salgadinhos, refrigerantes, pizza, batata frita, Cheese salada, sorvetes, biscoitos recheados, cachorros-quentes, macarrão instantâneo, e uma série de outros lanches industrializados, terão dificuldade de, mais tarde, desenvolver um paladar para alimentos mais saudáveis como as verduras, legumes, frutas e cereais integrais.

A diferença entre nutriente e alimento

Nutrientes são as substâncias que o organismo humano necessita pra se manter vivo. Alimento é qualquer coisa que mate a fome. A dieta ocidental dos nossos dias privilegia os alimentos em detrimento dos nutrientes. E não há como emagrecer ou ter saúde sem mudar isso.

Todos aqueles alimentos citados acima têm alto índice glicêmico e/ou enorme quantidade de açúcar refinado e/ou alto índice de gordura trans. Não têm nutrientes essenciais (ômegas 3,6 e 9) têm poucas vitaminas ou sais minerais, e, portanto, deixam o organismo bastante fragilizado.

O X Salada com refrigerante é um verdadeiro atentado à saúde e à beleza.

Se você é pai ou mãe e ama seus filhos, considere cortar essas guloseimas hoje mesmo. Eles são tão prejudiciais que comumente são chamados de “venenos” pelos médicos.

Sobrepeso e Sedentarismo: os vilões

Para quem pratica uma alimentação sem nutrientes adequados, uma simples corrida exige um esforço extraordinário. E isso pode levar à desistência da atividade física e à maior dificuldade em emagrecer.

Talvez entender o processo que é desencadeado a partir dos alimentos seja um bom começo para se mudar o rumo dessa viagem.

Fazendo uma comparação bem simplória, a alimentação inadequada tem no nosso organismo o mesmo efeito de uma lubrificação feita com óleo numa máquina que precisa de graxa. O desempenho será sempre abaixo do desejado; as peças vão se desgastar precocemente e a vida útil do motor vai diminuir.

Com o passar dos anos, o organismo vai sofrendo constantes inflamações causadas por essa dieta que além de pobre, ainda o bombardeia com anti-nutrientes. Um exemplo de anti-nutrientes é a gordura trans: ela prejudica o coração duplamente. Primeiro porque ela se “gruda” nas artérias e veias, diminuindo a área de circulação do sangue; depois porque diminui o colesterol bom (HDL), que é o que consertaria os estragos que ela (a gordura trans) provocou.

Pouco depois dos 40 anos (às vezes até antes), os efeitos desse desregramento alimentar começam a aparecer.

Então se você faz parte do grupo de pessoas que vive perigosamente, alimentando-se como se não houvesse amanhã, fique esperto (a). Se o seu corpo já começa a dar sinais de que você está “judiando” dele,melhor rever seus conceitos.

Fatores de risco do Diabetes Tipo II

  • IMC (peso dividido pela altura ao quadrado) igual ou maior que 25 kg/m².
  • Sedentarismo.
  • História positiva de diabetes em parente de primeiro grau.
  • Anormalidades das frações do colesterol: HDL (colesterol “bom”) abaixo de 35 mg/dL e triglicerídeos maior que 250 mg/dL.
  • Pressão arterial maior ou igual a 140 x 90 mmHg.
  • Antecedente de diabetes mellitus gestacional ou parto de bebê com mais de 4 kg.
  • Síndrome dos ovários policísticos.
  • História de doença cardiovascular.
  • Presença de sinais de resistência à insulina, como a acantose nigricans (AN). A AN é uma doença da pele, caracterizada por hiperqueratose (excesso de queratina) e hiperpigmentação (lesões de cor cinza e engrossadas, que dão um aspecto verrugoso). É frequentemente associada à obesidade e outras doenças endocrinológicas.

 

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